AVIAÇÃO COM INTELIGÊNCIA E BOM HUMOR.

Olá Comando!!!

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Adiamento

Pedimos sinceras desculpas aos leitores do PPG, pois deveríamos começar a postar nesta segunda-feira, a série sobre os maiores acidentes da aviação brasileira.
Em virtude de um imprevisto, adiamos o início da Série para a terça-feira 06/03/2012.
Agradecemos a compreensão de todos.
João Carlos Lange – PPG

É Seguro Voar?

Olá Pessoal! Depois de longa pausa , aqui estamos postando mais um daqueles artigos interessantes , que fazem sua alma de aviador vibrar e sentir orgulho da atividade que exerce.
O Jornal Folha De São Paulo publicou uma matéria sobre segurança de vôo e eu postei abaixo esta matéria. Entretanto, como a Folha foi muito superficial ao falar do assunto, vou tentar aprofundar um pouco mais as questões!
Na sequência desta matéria, vou postar no Blog PPG, uma sequencia diária, sobre os maiores acidentes da história da aviação brasileira.
A intenção não é ficar mostrando tragédia, e sim, mostrar que outros erraram e não devemos cometer os mesmos erros. Mostrar como é importante se manter bem treinado, capacitado e atualizado para exercer nossa atividade. E para os críticos e fofoqueiros de plantão, aqueles que saem acusando sem saber o que aconteceu de fato, mostrar que aviação é coisa séria, e a coisa mais ridícula é querer achar o culpado por acidentes, dizendo: A culpa foi do piloto! O aeroporto é perigoso! E coisas do gênero….
Então vamos lá…

Matéria da Folha De São Paulo:
Voar é Seguro?
Confira aqui respostas para algumas das questões mais comuns entre as pessoas que viajam de avião. Descubra se é seguro voar, compare os riscos e veja em que situações há perigo.

Quão Seguro é Viajar de Avião?
Voar é um dos meios de transporte mais seguros que existem. Diariamente, mais de três milhões de pessoas utilizam-no para se locomover daqui para lá. Com base em 1998, quando 1,3 bilhões de pessoas viajaram de avião, houve dez acidentes fatais para um total de 18 milhões de vôos.

Com que frequência acidentes ocorrem?

Eles são extremamente raros. O risco de envolvimento de um avião num acidente, onde podem ocorrer diversas fatalidades e já calculando-as, é de um em três milhões. Colocando-se este dado numa perspectiva, para ser possível ter uma idéia, seria necessário uma pessoa voar pelo uma vez por dia durante 8,1 mil anos para se atingir este total de três milhões de vôos.
Apesar de ser raro ocorrer um acidente, a comunidade de aviação do mundo todo está trabalhando freneticamente para abaixar ainda mais esta probabilidade. Há 30 anos, a probabilidade de ocorrer um acidente era uma para cada 140 milhões de milhas voadas; hoje, a cada 1,4 bilhão. O fator segurança está dez vezes melhor em três décadas.

O Que Provoca um Acidente?
Não é uma simples causa que o determina, mas uma combinação de fatos. Um dos fatores que faz com que os acidentes sejam tão raros é o sistema de checagem de problemas antes que se tornem sérios.

Tipicamente, isso significa que antes de um problema progredir e poder se tornar uma ameaça à segurança, uma série de outros eventos, em cadeia, devem também dar errado.

NOTA PPG: Por Exemplo: um piloto que dormiu pouco nos últimos dias em virtude de ter contas financeiras em atraso. Além disso, estava longe de casa por 15 dias, e antes de decolar sua aeronave apresentava pane de magneto. O mecânico corrigiu a pane. A decolagem ocorreu com atrasos. Durante o voo o piloto enfrentou situações adversas de meteorologia. Durante a aproximação para pouso por instrumentos, na final por ILS, desceu além da MDA e colidiu com obstáculos.
Poderíamos dizer simplesmente que o piloto foi negligente. Mas vários outros fatores influenciaram o ocorrido. Quem sabe se tivesse dormido bem na última noite o piloto pudesse ter tido uma decisão correta na MDA? E se a pane não tivesse ocorrido e ele tivesse decolado antes, talvez não encontrasse as condições de meteorologia adversas?
Como vemos, muitos fatores influenciam um voo, e em muitos casos, se apenas 1 destes fatores não ocorresse, o acidente seria evitado.

Qual o Procedimento Que Oferece Mais Risco Num Voo?

A decolagem e a subida imediata para a altitude de segurança e a descida para o pouso são os períodos mais propensos ao acidente. Em termos mais simplistas, a decolagem e o pouso exigem demais do avião em termos físicos, bem como exigem as respostas mais rápidas e precisas da tripulação. Três quartos dos acidentes
ocorrem durante essas duas curtas fases de um vôo.

NOTA PPG: Essa história de que decolagem e pouso exigem mais do avião não cola.. o que ocorre na verdade é que em situações de decolagem e pouso, os aviões operam em velocidades muito baixas, a carga de trabalho da tripulação aumenta consideravelmente. Além disso é nestas etapas em que a meteorologia realmente tem influencia sobre o voo (ventos fortes, turbulência, nevoeiro, chuva…). Evitar colisões, seguir recomendações do controle, controlar altitudes e velocidades requeridas nos procedimentos, falar com o controle e evitar obstáculos, são partes da carga de trabalho que a tripulação tem durante as etapas de subida e aproximação. Por isso nestas etapas os riscos são maiores, mas devemos considerar que todos são muito bem treinados até a exaustão para que situações de risco sejam evitadas e caso ocorram, possam ser contornadas.

Onde Fica a Poltrona Mais segura em Caso de Colisão?

Há aqueles que crêem que as poltronas próximas às asas ou nos fundos do avião são as mais seguras. Entretanto não há fundamento científico que valide o conceito de que um lugar seria mais seguro que outro. O melhor conselho é que as explicações de precaução antes da decolagem sejam ouvidas a cada vôo, bem como as solicitações durante este.

Há Aviões Mais Seguros Do Que Outros?
Não. Independentemente do fabricante, os padrões básicos de segurança exigidos por lei são seguidos e, muitas vezes, superados. Além disso, antes de serem colocados à disposição comercial todos os equipamentos são exaustivamente testados e analisados.
De acordo com as estatísticas da aviação, defeitos na aeronave foram responsáveis por apenas 10% dos acidentes.

Os Aviões Mais Antigos Oferecem Mais Riscos do Que Os Mais Novos?
A idade da aeronave não é tão importante quanto a manutenção e operação. É como dirigir um carro velho. Se todos os componentes básicos estiverem em ordem: pneu, breque, direção, luz, buzina etc., os riscos são semelhantes aos oferecidos por um novo. O mesmo é aplicável aos aviões comerciais.
É óbvio que a cada nova geração, os benefícios adquiridos em lições do passado são aplicados. Isto, entretanto, não significa que os jatos mais velhos não estão beneficiados pelas novas tecnologias. As inovações mais importantes são frequentemente incorporadas às aeronaves mais antigas.

Como Os Usuários Sabem Se Os Aviões Estão Sendo Devidamente Mantidos?

A natureza da aviação exige uma enfática manutenção preventiva. Por isso, companhias, fabricantes e o próprio governo realizam operações de checagem metódicas para detectar problemas e evitá-los. Além disso, a tripulação é exaustivamente treinada para superar eventuais problemas.
Aliado aos mecanismos de prevenção, as companhias aéreas e os fabricantes estão sujeitos a pesadas multas ou até mesmo suspensão das atividades por descumprimento da legislação de segurança.

Qual o Risco De Voar Comparado Ao De Guiar Um Automóvel?

Nos EUA, é 11 vezes mais seguro viajar de avião do que de carro, de acordo com um estudo realizado entre 1993-95 pelo Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos, que comparou o número de fatalidades com o número de milhas percorridas. Em média, morrem nas rodovias norte-americanas 11 mil pessoas a cada seis meses.
Isso equivale ao total de mortos em acidentes aéreos no mundo todo desde a primeira queda de um avião comercial há 40 anos. De fato, menos gente faleceu em acidentes com avião comercial nos EUA nos últimos 60 anos do que a média de mortes em rodovias a cada TRÊS MESES!!!!!

NOTA PPG: Não deixe de acompanhar diariamente aqui, as séries sobre os maiores acidentes da aviação brasileira. Sem dúvida uma série de artigos que nos ensinarão muitas lições.

Formação de Pilotos Na Pauta Do Governo

É o que dizem as notícias nos sites http://portaltaxiaereo.passenabanca.com/blog.php e www.aviacaobrasil.com.br com transcrição mais abaixo. Entretanto quero deixar minha opinião sobre este assunto que vem causando terríveis agonias no pessoal que quer se formar e não tem dinheiro, o pessoal formado ou em processo de formação, assim como empresas que esperam investimentos do Governo e maior atenção do mesmo para com o setor aéreo.
Em particular, posso agradecer a ANAC e o Governo Federal pela iniciativa das Bolsas De Formação De Pilotos. Foi uma atitude digna de aplausos. Mas ao mesmo tempo, fica a sensação de descaso e falta de respeito. Isso porque o programa em sua última edição em 2010, ofereceu uma quantidade razoável de bolsas e formou vários pilotos em PP e PC, mas aqueles que obtiveram suas CHT´s de PP através dele, tiveram que se virar pra conseguir checar o PC em virtude de não ter havido outra edição do Programa Bolsa De Formação De Pilotos. Sem querer ser do contra, mas foi quase um presente de grego para os pretendentes ao PP. Eu mesmo estou há 1 ano tentando juntar hora pro PC e ainda falta muito.

Analisando este processo por um outro ponto de vista, podemos concluir que somos mera ferramenta de geração de capital para nosso país(Elite). Sim. Ou você acha que o Governo está preocupado com o crescimento da aviação para poder ser uma potência mundial neste sentido? Não. O caso é que a Copa do Mundo vem aí, as Olimpíadas também. O Governo está contra a parede. Precisa formar você, precisa me formar, precisa capacitar os profissionais e precisa dar um jeito de melhorar a infraestrutura (concedendo aeroportos), para que não passe vergonha diante de todo o Mundo, e claro, para que assim se consiga prospectar o maior número de investimentos possível dentro do país e assim aumentar o montante de arrecadações, para amamentar os bezerros que não largam a teta nem a pau.

Você discorda? Tudo bem! Mas então vão conceder aeroportos porque nem conseguem cuidar deles mesmo. Aí vão captar recursos com os dois grandes eventos e vão fazer o quê? Vão melhorar o sistema de saúde? Vão combater a corrupção? EU sinceramente duvido. Acredito que seja mais fácil privatizar a saúde,rende mais, e quando estiver na iminência de despencar do abismo, eles vão leiloar hospitais, postos de saúde e assim por diante. Vão ganhar um dinheirão a mais, e não vão dar conta do básico.
Não é tão difícil perceber que somos só marionetes na mão do Governo. Eles te humilham, te deixam na mão, te revoltam. Quando a coisa está para explodir…. privatizam… fazem concessões…. aí vc se acalma e eles ficam mais ricos.

Mas e os pilotos nisso tudo? Ahhh sim os pilotos… Marionetes do mesmo jeito. o Governo deixou o país entrar num caos aéreo, que nunca termina. Não temos aeroportos suficientes, não temos profissionais suficientes, não temos infraestrutura suficiente. Quando a coisa estava quase despencando do abismo…. concessões, privatização e bolsas de formação.. pronto …. o público já está mais tranquilo.
Mas qual seria o correto então? Será que estou reclamando de barriga cheia , já que o governo está preocupado com minha área de atuação e só eu não reconheço?
Que se explodam!!!! Porque não se preocupam com os professores? Com as escolas? Porque é que não cuidam das nossas crianças? ……..Sabe porque? Porque não gera renda… gente inteligente reclama, questiona, pergunta, procura a razão das coisas incompetentes. Se melhorar a educação, como vão te roubar, sendo que mais pessoas inteligentes vão questionar?
Então é melhor manter o país caindo aos pedaços, e quando for necessário, investe-se naquilo que gera capital para a elite e faz o povão aplaudir.
Então somos sim mais uma ferramenta de enriquecimento deste Governo ridículo, dessa Agência que tapa o sol com a peneira, e somos também um bando de bobos… bobolhando,bobolhando,bobolhando. Batendo palmas porque o setor profissional em que nos encontramos está em franca expansão. Mas a riqueza da elite está expandindo mais ainda, e o bem estar do povo encolhendo. E enquanto ajudo a Elite enriquecer, estou aqui tentando pagar minhas contas de água, luz, e de oxigênio… ahhh não, desculpe, eles ainda não cobram pra respirar.


Agradeço ao Governo Federal, porque pude me tornar piloto pela Bolsa de Formação de Pilotos. Mas acho ridículo acreditar que isso seja para o bem estar da população brasileira. Só vou aplaudir no dia que fizerem por todos e não utilizarem profissionais para enriquecer a minoria.
Chega de mamata!!!! Se você concorda, repasse o link deste post para seus amigos, compartilhe e ajude a abrir os olhos dos que não conseguem enxergar.(Ao compartilhar, por favor, coloque os links dos sites por gentileza)

ABAIXO A NOTÍCIA REFERIDA NO INÍCIO DESTE POST:

A formação e capacitação de pilotos , mecânicos e demais profissionais que compõem a aviação civil brasileira estiveram no foco da reunião realizada na última quinta-feira, 09 de fevereiro, na sede da Secretaria de Aviação Civil (SAC), em Brasília, com o objetivo de criar um programa permanente do governo para o preparo dos profissionais da aviação no Brasil.
Na aviação por helicóptero, os profissionais do setor estiveram representados pela Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero (ABRAPHE) , que na pessoa do presidente da entidade, Cmte. Rodrigo Duarte, defendeu diretrizes focadas nas necessidades e na realidade da aviação por helicóptero em atividade hoje no País, com o intuito de chegar num formato eficiente de formação, que prepare profissionais capacitados para atender a demanda brasileira numa economia em pleno desenvolvimento e, acima de tudo, que atuem com vistas na segurança de voo em todo o território nacional. “O alinhamento de informações, juntamente com a troca da experiência e técnica de cada setor envolvido na aviação tende a contribuir para um formato eficaz de formação dentro de um programa permanente de governo”, defende Duarte, que em pronunciamento na Assembleia Federal no final do ano passado, pediu às autoridades que a formação e capacitação de pilotos e profissionais da área fossem consideradas uma política de Estado.
A primeira reunião do ano da ABRAPHE com os membros do grupo de trabalho do SAC para capacitação de profissionais identificou pontos importantes no sentido de dar andamento em ações que otimizem o funcionamento do setor, sendo a formação de profissionais elencada como o ponto chave do processo.
Ao longo do trimestre outros encontros estão previstos com o intuito de reunir mais elementos para a discussão e conclusão em torno do Programa, visando a adoção de medidas pelo poder público, que garantam a formação, a capacitação e a reciclagem do pessoal envolvido com a atividade.

Lufthansa Desiste De Voar Com Biocombustível


Depois de mais de mil voos com biocombustível, a companhia aérea alemã Lufthansa volta a abastecer suas aeronaves com querosene comum. O problema: não existe bioquerosene suficiente para atender a demanda.

O voo do Boeing 747 de Frankfurt para Washington na sexta-feira (13/01) foi o último de uma série de voos experimentais da Lufthansa com bioquerosene. Desde julho de 2011, as aeronaves da maior companhia aérea alemã voaram exatamente 1187 vezes com biocombustível entre Frankfurt e Hamburgo.

Com isso, a Lufthansa evitou a emissão de 1,5 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), segundo dados da própria companhia. Só no voo para Washington serão economizadas 38 toneladas de gases causadores do efeito estufa em comparação com o querosene fóssil.

A busca da Lufthansa e de outras companhias aéreas por alternativas não tem apenas razões econômicas. Desde o início de 2012, a União Europeia obriga todas as companhias aéreas a comprovarem direitos de emissão de CO2 através de créditos de carbono para voos com origem ou destino na Europa. Em outras palavras: quanto mais CO2 o voo emitir, mais caro ficará para a companhia.

BIOCOMBUSTÍVEL INSUFICIENTE

O teste foi considerado bem-sucedido pela Lufthansa. “O biocombustível mostrou-se adequado para o uso diário”, disse Joachim Buse, responsável da empresa pelo projeto. Mesmo assim, a Lufthansa vai voltar a abastecer suas aeronaves com querosene fóssil, simplesmente porque não existe bioquerosene suficiente no mercado.

Para produzir biocombustível, precisa-se de biomassa, que no caso da Lufthansa são óleos vegetais, e também de gordura animal. No entanto, faltam usinas para produzir bioquerosene, diz Arne Roth, da empresa Bauhaus Luftfahrt, referência na indústria da aviação com sede em Munique. “Elas são diferentes das unidades para produzir biodiesel”, explica Roth.

Somente quando houver refinarias suficientes em operação, “em um futuro próximo”, o bioquerosene poderá ser introduzido na aviação “em determinada quantidade”. Quanto exatamente, vai depender também do preço. “É preciso naturalmente cobrir os custos”, diz o pesquisador.

Alimentos ou combustível?

Organizações ambientalistas, no entanto, criticam a utilização de bioquerosene na aviação. “As terras cultiváveis em todo o mundo são escassas”, diz Gesche Jürgens, do Greenpeace. Segundo ele, o mundo precisa escolher se vai cultivar alimentos ou combustíveis. “Se nos decidirmos pelos alimentos, precisaremos de novas terras para os combustíveis. E para isso normalmente florestas são derrubadas ou terras são cultivadas às custas da natureza”, diz Jürgens.

Para evitar os danos ao meio ambiente, a Lufthansa pretende utilizar apenas biocombustíveis cuja sustentabilidade seja garantida. “Nós só começaremos a utilizar bioquerosene se pudermos assegurar o abastecimento de matérias primas certificadas na quantidade exigida”, assegura Joachim Buse.

Contudo, nem todos os certificados são confiáveis, diz o especialista do Greenpeace. “É preciso olhar com cuidado e perguntar: esses sistemas de certificação têm realmente serventia ou são apenas uma farsa? E este geralmente é o caso das certificações atuais, infelizmente.”

“Combustíveis comuns são melhores para o meio ambiente”

Ainda mais fundamentada é a critica de Jürgen Schmid, diretor do Instituto Fraunhofer para Engenharia de Energia, em Kassel. Ele considera “ilusão” o argumento de que os biocombustíveis poupam o meio ambiente.

A biomassa pode servir para o aquecimento de edifícios, mas não como combustível para veículos e aeronaves, diz. “Quando se fabricam combustíveis a partir de biomassa, no fim do processo se tem apenas 50% da energia contida na biomassa original. O resto se perde no dispendioso processo de refinamento

A Lufthansa enfatiza que o bioquerosene poupa cerca de 50% de CO2 em comparação aos combustíveis fósseis. No entanto, são necessárias quantidades imensas de biomassa para encher um tanque de avião com querosene.

Considerando a escassez mundial de terras cultiváveis, observa Schmid, os biocombustíveis mais prejudicam do que ajudam o meio ambiente. “Uma pessoa colabora mais com a natureza ao consumir combustíveis tradicionais.” Muito mais promissores, segundo ele, seriam novos processos para converter a energia eólica em gás combustível.

Seja como for, a Lufthansa parece não querer apressar as coisas. Os próximos dois anos serão dedicados apenas à avaliação dos resultados obtidos com o bioquerosene nos últimos meses.

Fonte: http://portaltaxiaereo.passenabanca.com/blog.php
http://www.brasilagro.com.br

10 Dicas Para Passar Na Banca Da ANAC!!!

Quem já prestou uma Banca da Anac seja para piloto ou outra área de atividade aeronáutica, sabe muito bem que a fama que se criou é de que no dia da prova você enfrentará seus piores pesadelos! Vai ficar frente a frente com o Bicho de 7 cabeças e outras lendas.

Mas na verdade são apenas mitos. O que acontece é simplesmente o medo terrível de ser reprovado depois de passar 3 ou 4 meses estudando tanto um assunto que ainda é novo para a maioria. Além disso, existem as taxas abusivas que o reprovado terá que pagar novamente para prestar outro exame.
Sei muito bem como é estar sentado numa sala de aula de aeroclube ou escola de aviação. Nos primeiros dias de aula aquele assunto todo é muito cheio de novidades e são tantos, tantos termos técnicos novos e jargões para que a gente se acostume a falar. São tantos conceitos e regras para se aprender e decorar. É coisa demais para se absorver em 3 ou 4 meses apenas. Quando o curso vai chegando ao final, nos damos conta de que não sabemos efetivamente, nem 70% do que deveríamos, então, começa a bater a preocupação e o desespero. Claro, existem pessoas que são abençoadas e conseguem decorar tudo e absorver conhecimento como uma esponja, mas são raros.

Eu nunca fui um destes esponjas de conhecimento, mas utilizei um recurso fantástico que fez muita diferença: o livro Como Expandir Sua Inteligência. Consegui ser piloto privado checado e com PC/IFR aprovado na ANAC logo de primeira, sem segunda época e sem traumas. Mas também não adianta nada ler, ler, ler e não se esforçar para estudar de fato. Sei que você pode não ser um destes esponjas também, então, para ajudar quem está fazendo um curso de pilotos, de comissárias(os) de bordo e de mecânica, deixo abaixo 10 dicas para melhorar substancialmente suas chances de aprovação na ANAC.

1- Mantenha uma organização do seu tempo. Tenha um horário específico do dia no qual você irá estudar. Procure estudar sempre nos mesmos horários e pelo menos 1hr por dia, além do que você estuda em sala de aula. Para obter dicas de organização de tempo clique aqui
2- Crie um horário, uma espécie de agenda, na qual consta em que dia da semana e qual horário(se for o caso), você vai estudar cada matéria. Uma matéria por dia pode ser bom, mas o intervalo entre a primeira matéria estudada e a última, acaba sendo muito grande e você esquece muita coisa. Tente intercalar as matérias para que haja repetição ou no mínimo revisão dos assuntos estudados a cada dois dias.
3- Estude em ambiente silencioso, sem distrações. Se puder use algum guia ou curso rápido de memorização. Eu utilizava um que comprei na internet e foi essencial para a aprovação. Clique aqui e veja.
4- Faça perguntas para pilotos experientes, não tenha medo de falar asneiras. Humildade é primordial nesta profissão. E saber ouvir os mais experientes é ganho de tempo, faz bem à saúde e evita que você cometa erros que já foram cometidos. Os mais experientes tem muito para ensinar.
5- Faça anotações, desenhe cartazes, cole no teto do quarto, na parede do banheiro, na porta da geladeira e em outros locais por onde você passa constantemente e sempre olha.

6- Faça os exercícios e simulados dos livros e apostilas, e se possível também aqueles que existem na internet. Quanto mais praticar, mais você terá facilidade com o assunto, inclusive em cálculos de navegação aérea e meteorologia.
7- Aprenda a utilizar o Microsoft Flight Simulator. Este programa é extremamente útil, principalmente para o curso de Piloto Privado. Assim, conceitos de razão de subida, ângulo de ataque, curvas, glissadas e outros comportamentos aerodinâmicos, serão esclarecidos com muito mais facilidade.
8- Tenha em mente que simplicidade é perfeição. Crie regras de associação de palavras como a famosa “Puxa Cabra Empurra Pica”. Ou da menina correndo com frio sem roupa no inverno, o frio faz ela ficar com os seios durinhos , exatamente igual ao símbolo de frente fria. Parece ridículo e até uma falta de educação, mas o que mais cria impacto na sua mente é o que mais você vai se lembrar. Acredite, este método é infalível e consta no curso de memorização que sugeri anteriormente.
9- Evite baladas e festas. Diminua seu ritmo de atividade noturna. Isso vai melhorar sua concentração e aumentar seu foco.
10- No dia anterior à prova não estude. Descanse e relembre os assuntos apenas com imagens mentais. Se quiser, saia para passear, relaxe e de noite durma cedo. Uma boa noite de sono fará sua cabeça funcionar muito melhor. Na hora da prova, apenas concentre-se na sua prova, esqueça os barulhos e possíveis distrações ao redor. Esqueça o tempo e o espaço, é só você e sua prova. Isso fará sua mente trabalhar rapidamente e com grandes resultados
Pratique estas dicas e você verá como serão de grande auxílio.
Sucesso e Boa Banca Comando!!!!!

Aniversário de 60 Anos Esquadrilha da Fumaça.

Está previsto para os dias 12 e 13 de maio o maior show aéreo do Brasil. É a festa de aniversário de 60 anos do Esquadrão de Demonstração Aérea – Esquadrilha da Fumaça- . O evento acontecerá na Academia da Força Aérea Brasileira em Pirassununga SP. Quem pretende visitar o evento deve se preparar com antecedência. Estão previstos 100 mil visitantes por dia. Em função disso, quem deixar para última hora talvez nem consiga um hotel para se hospedar.
Veja o vídeo abaixo.

Cala a Boooocaaa!!!!

Em janeiro de 2011 eu morava no alojamento de um aeroclube, e de madrugada eu trabalhava numa churrascaria. Minhas folgas eram nas noites de terça-feira. No mesmo quarto do alojamento, morava um cara do Amazonas (Nery), que hoje considero meu irmão. Também morava mais um colega que era do interior do Paraná, o Clayton, que estava ali há uma semana. (Leia: Como facilitar o pagamento de horas de voo)
Ao lado do alojamento funcionava a lanchonete do aeroclube. Havia nesta lanchonete uma área que ficava praticamente exposta aos quartos, então, tudo o que as pessoas nesta área conversavam e faziam a gente podia ouvir e ver.
Numa noite de terça-feira eu estava de folga, estávamos o Nery e eu no quarto. Eu ficava tentando estudar, o Nery assistia TV, mas era impossível se concentrar ou ouvir a TV. Alguém na lanchonete ria e falava alto demais, fazia muito barulho. Então, desisti de estudar e fui assistir TV, mas não dava pra ouvir porque o cara era muito barulhento. Aquilo foi rolando e já era mais de 22:30. Chegou um ponto que aquilo irritou tanto que eu gritei: CALA A BOOOCAAAAA! Eu acreditava que quem estava fazendo aquela zona era um aluno, um professor, alguém do alojamento. Mas era na lanchonete e era um estranho. Que péssima hora pra se dizer o que se pensa. O cara gritou de lá: “QUE É MEU IRMÃO? TÁ ME MANDANDO CALÁ A BOCA? FICA ESPERTO AÍ?”…. Fui pra fechar a porta, nisso o Clayton vinha chegando, esperei ele entrar e fechei, mas não olhei quem era que tava berrando lá.
Como eu não vi o cara e ele não me viu, achei que tivesse ficado tudo bem, como quando dois amigos se xingam e fazem ameaças de brincadeira, afinal, eu achava que ele fosse um conhecido e que não fosse levar a sério o CALA A BOOOCAAA.
Depois que o Clayton chegou, ele ligou o notebook e colocou um filme. Ficamos lá assistindo bem tranquilos aquele filme de magia negra, estupro, pactos e num sei o que mais, quando o Nery disse: “- Cara! Desliga tudo, tranca a porta que o cara tá vindo aqui”! Falei “-Ahh, capaz! O cara deve tá brincando.” O Nery saiu trancando a porta desligou as luzes, fechou o notebook do Clayton e ficamos em silêncio.. Aí comecei a ouvir o cara fazendo perguntas nos outros quartos: “-Você que me mandou calar a boca?” Respondiam : “- Eu não, num sei quem foi, num ouvi nada”. Então ele chegou no último quarto, o nosso. Na silhueta no vidro da porta via que o cara era um armário, um 2×2. Começou a xingar na porta e forçar para tentar entrar. Em seguida catei um caibro da escada do beliche, o Nery catou uma garrafa e o Clayton pegou outro caibro. Ficamos esperando, coração na boca. Não dava pra saber se era um louco, se era um bêbado, se era bandido, se era policial, se estava armado ou não. Ficamos a postos, o Nery na frente da porta, eu e o Clayton do lado da porta, na parede. Se o cara entrasse ia levar uma chuva de porrada sem nem saber de onde vinha. E o louco foi chutando, batendo, xingando. Cada chute que ele dava na porta de aço, ela abria uns 20 cm e voltava. Até que ele desistiu. Voltou pra lanchonete e ficou de lá xingando e ameaçando vir armado atirar na gente. A coisa foi indo e a gente não podia nem ligar a luz. O tempo foi passando e já era umas 23:40 quando eu decidi que iria lá falar com ele. Abri a porta e fui, sai no meio da chuva que caia torrencialmente, corri e entrei pelos fundos da lanchonete. Fui no balcão e percebi que todos os caras do alojamento estavam lá dentro… ué? Bando de sacana… ninguém pra ficar do nosso lado? Todo mundo aqui ouvindo o maluco e a gente lá escondido!!! Resolvi ir falar com o dono da lanchonete. Perguntei: “- Quem é esse cara? Como que ele vai lá tentar invadir nosso quarto? De onde ele veio?” Em resposta ele me disse: “- Psiuu!! Fica quieto que esse cara é perigoso, ele tá armado!”. Olhei em volta, os caras do alojamento estavam em fila, como se estivem em posição de sentido diante de um superior, que neste caso era o 2×2. Pensei – Vixi, se eu não for falar com ele ninguém aqui dorme – , mas por sorte havia um professor do aeroclube, muito conhecido e ex-militar, que conhecia o Doidão e estava conversando com ele. Aproveitei a situação, fui lá e parei na frente dele.

Ele disse: “- Quem me mandou calar a boca?”. Respondi:” Foi eu!”. –Você!!!!????. ” – Sim , na verdade não foi pro SENHOR. A gente tava no quarto assistindo o Big Brother, mas eu não agüentava mais ouvir o Pedro Bial, e gritei CALA A BOOOOCAAAA!, só que foi pra TV e o SENHOR confundiu. No alojamento a gente toca violão até de madrugada, ouve música e tudo mais, xinga o cara lá do primeiro quarto. Uma pena ter pensado que fosse pro SENHOR.”

Ele com um sorriso, sacando minha desculpa esfarrapada, me deu dois tapinhas nas costa e disse: “- Ahh! ok , então tá tudo resolvido.” Na verdade ele queria era me trucidar, os olhos dele faiscavam, só que com a presença do professor ao lado, ele não poderia fazer nada.
Voltei pro quarto, ficamos um pouco mais tranqüilos e já imaginando que ele voltaria no meio da noite pra dar uns “pipoco” pra dentro do nosso quarto. Dormimos e no dia seguinte estávamos vivos e não havia marcas de bala em lugar algum. Fui no aeroclube dar uma volta, tava lá vendo uns aviões decolando e pousando quando escutei: “-CALA A BOCAAA!!” Era um colega tirando um sarrinho. Logo outro gritou o mesmo, a história se espalhou no aeroclube e durante alguns dias aquilo virou bordão. Pra tudo a resposta era, CALA A BOOOOCA!!!
Na semana seguinte não tive folga e fui trabalhar na noite de terça-feira. Quando cheguei de manhã no alojamento e abri a porta o Clayton disse: “-Cara! Perdeu a festa ontem! Teve tiros e tudo mais! “ Então ele me explicou que o doidão voltou na lanchonete e ficou de lá um bom tempo ameaçando. Depois foi na varanda da lanchonete, que ficava uns 3 mts à frente da porta do nosso quarto, separado apenas por uma mureta de tijolos vazados, sacou a pistola, (disseram que era um trabuco prateado de uns 40 cms de cano, eu não vi!) apontou para a porta do alojamento, o Nery que tava espiando pela ventarola se tremeu, e o cara efetuou dois disparos, mas foi pra cima, num ângulo de uns 30 graus acima da porta. Dizem que foi o mesmo que soltar uma bombinha no meio de um monte de gatos… Só dava peão correndo, saindo dos quartos na chuva, teve gente que só voltou no outro dia. O Clayton se mudou e foi para um apartamento.

Então naquele dia que eu cheguei pela manhã do trabalho, começaram a buscar o cara dos disparos, e ele tinha outros dois amigos com ele, todos eram membros de uma instituição Federal, e eram pilotos de helicóptero. Depois disso houve processo administrativo, disseram que os caras foram suspensos e punidos. Particularmente, eu não sei mesmo o que houve, não tive acesso às informações. Entretanto, a gente costumava almoçar sempre no mesmo lugar. E qual não foi minha surpresa em dar de cara com o Doidão almoçando lá também. Fui ver que o cara trabalhava no aeroporto e almoçava no mesmo lugar que a gente freqüentava e era alguém conhecido naquele local.
O tempo passou nada aconteceu, o Clayton preferiu mesmo o apartamento, eu me mudei do aeroclube alguns meses depois e voltei pra casa. De vez em quando converso com o Nery através do MSN e por telefone. A gente costuma comentar como é difícil se tornar piloto aqui no Brasil, principalmente por algumas oportunidades que a gente gostaria de ter e nunca tem. Minha mãe, vendo a luta que é para conseguir a formação de piloto, costuma dizer que as portas vão se abrir . Eu prefiro não esperar elas abrirem e digo pro Nery: ”- Cara! Mais umas “bicuda” e as portas vão abrir, a gente só tem que continuar chutando.”

Se aquele doidão soubesse dessa frase, teria entrado no quarto. Mais umas “bicuda” e ele derrubava a porta.
Bom, ele não entrou e não conseguiu atingir o objetivo. Mas eu continuo chutando, o Nery também. E você amigo leitor? Tá difícil de ver as portas se abrindo? Mete o pé que a porta abre, só mais umas “bicuda” e ela abre. Vai por mim, senti de perto essa emoção …..

Aquele Cavalo de Pau na Pista………..

Recebi este relato de um amigo que se tornou Piloto Privado no ano de 2011.
Este post é uma história real sobre um vôo extremamente desagradável na fase de intrução de PP. Para não ofender pessoas e não denegrir a imagem da instituição, os nomes e os lugares foram omitidos.
Era um sábado, dia 28 de agosto de 2010, véspera do meu aniversário. Eu tinha horário marcado na escala para voar no meio da tarde. Naquele dia quando levantei pela manhã, enquanto fazia o café, uma imaginação se repetia na minha cabeça. Era algo que eu não conseguia desviar ou deixar de pensar. Na minha cabeça vinha o seguinte pensamento e imagem: Eu me imaginava, dentro do AB-115, com o instrutor e no meio da corrida de decolagem a gente perdia a reta e ia parar fora da pista capotando o avião e iniciando um incêndio a bordo. Eu imaginava e pensava que se isso acontecesse, como eu faria para que o ocorrido fosse menos grave e sem consequências maiores? Simplesmente eu tentava evitar o pensamento e não pensar em nada de nada sobre isso. Então consegui esquecer a “viagem” e fui trabalhar. Após o expediente fui direto para o aeroporto. Cheguei no aeroclube, conheci meu instrutor que era novo na instituição, conversamos um pouco para nos entrosarmos melhor. Preenchi a notificação de vôo, as fichas de controle da instituição e fui fazer o check pré-vôo no Boerinho Ab-115. Deixei o avião prontinho, óleo completado, combustível abastecido, tudo pronto e docolamos para a área de instrução.
Na subida ele foi me explicando alguns pequenos erros de pilotagem que deveriam ser corrigidos, passamos para a coordenação de primeiro tipo, em seguida subimos para treinar alguns estóis, depois treinamos pane e fomos fazer o “S” sobre estradas. Fiz uma curva pra esquerda nivelei, passei a estrada, fiz uma curva pra direita, e assim foi, me lembro que bem no meio da terceira curva pra esquerda avistei uma aeronave em rota de colisão conosco, a menos de 1 minuto de distância e que estava uns 200’ ft acima. Informei ao instrutor e imediatamente iniciei uma curva para direita, afinal estávamos nos aproximando de frente, e segui o regulamento. No meio da curva para a direita para evitar colisão, o instrutor tomou os comandos e fez uma curva para a esquerda, alegando que não deveríamos sair daquela área onde estávamos, pois estávamos voando baixo em torno de 700’ ft. Naquela curva para esquerda, ele começou a se aproximar da outra aeronave que estava fazendo curva a direita evitando colisão. Então, ele foi apertando a curva cada vez mais pra não se chocar com o outro avião e passou a menos de 100m de distância e uns 100’ ft abaixo. Muitos podem dizer: “ahh passou longe.” Mas não foi muito longe não, e serviu para mostrar o despreparo de um instrutor. Beleza, tráfego evitado, colisão evitada, agora deveríamos nos afastar deles para não correr riscos novamente. Olhamos para trás e vimos o outro avião às 8hs de nossa posição e fiquei mais calmo. Mas era muito cedo para ficar calmo. Quando olhei para baixo e ao redor, percebi que estávamos sobre uma pedreira (onde explodem dinamite e os estilhaços podem alcançar um avião a 700’ ft, que era a altura em que estávamos) e sabia disso porque outros instrutores já haviam me advertido sobre aquela área e ela constava na WAC e na ARC da região. Pedi então para cancelar aquele vôo e retornar, afinal havia perdido a confiança no instrutor. Retornamos, e na entrada do circuito de tráfego ele me questionou se eu sabia pousar, respondi que sim, mas que em virtude de estar uns 20 dias sem voar entregaria o pouso a ele. Assim, ele disse que o pouso seria todo dele e que eu deveria apenas acompanhar. Fiz a perna do vento, girei base e entreguei o avião flapeado e na velocidade certa para ele. Ele girou de base pra final e manteve o avião nivelado!!!!! O avião não descia, e ele não reduzia a RPM nem compensava para descer. Aí em determinado ponto ele disse: “-Estamos alto né?” Então, ele iniciou a descida, fez a rampa, e, mesmo todo flapeado, e com razão de descida de 1.000´ft/min não daria para tocar antes da metade da pista. Fiquei pensando se ele não faria uma glissada, ou informaria arremetida. Mas que nada, ele deu uma picada, depois arredondou e flutuou, flutuou , flutuou rente a pista e tocou nos 3 pontos. Mas neste momento a metade da pista já tinha passado, o avião ainda tinha energia e saiu do chão de novo. Soltei os comandos, e fiquei aguardando o desfecho daquela sequência enorme de erros. Ele corrigiu e tocou certo. Em seguida, adivinha o que ele fez? Disse assim: “– cola o manche”…..fui pego de surpresa, o pouso não era meu, eu estava com as mãos e os pés fora dos comandos, tentei agir rápido, mas não teve jeito. O boerinho guinou à direita para uma taxiway. O instrutor tentando segurar e eu tbm, virou uma luta de alguns segundos que pareciam intermináveis, aí vi o mundo girando . O Boerinho deu um cavalo de pau, girou 180 graus e saiu deslizando de lado, atropelando os balizamentos da pista, esfregando o profundor e a ponta da asa esquerda no chão.Quando parou, o motor ainda girava, havia um cheiro muito forte de combustível e a Torre indagando se estávamos bem. Olhei ao redor e vi combustível escorrendo pelas asas. Ouvia a Torre dizendo que era pra ficarmos no local pois a INFRAERO havia sido acionada para socorro, e ao mesmo tempo ouvia meu instrutor xingando e questionando o fato de eu não ter colado o manche. Em seguida ele começou a acelerar para sair dali e voltar para taxiway, eu tentava cortar o motor na mistura e também a parte elétrica por causa do cheiro de combustível e ele dava tapas na minha mão para eu não tocar nos interruptores e manetes. Depois de colocar o motor a pleno, desobedecendo as ordens da torre, o avião subiu na taxiway e voltamos para o pátio de estacionamento escoltados pelos carros e caminhões de socorro da INFRAERO. Descemos do avião e contamos alguns fatos aos socorristas para relatório posterior. Depois disso, tudo o que eu ouvi do meu instrutor foi: -”Acho que seria melhor você ir para casa e descansar.” Ninguém do Aeroclube perguntou se eu estava bem, se precisava de alguma coisa, ninguém perguntou o que tinha acontecido. Na segunda-feira me ligaram pedindo que eu fizesse um relatório para contar o que houve naquele sábado. Fiz o relatório e enviei via fax. Logo depois me liga meu instrutor daquele dia, todo irritado dizendo:”- Que relatório é este? Você quer me ferrar? Você não pode contar a verdade do que houve, vou perder meu emprego e a ANAC vai cortar sua bolsa e seu CCF! Vou te mandar o meu relatório e você faz mais ou menos igual e manda por fax pra substituir aquele que mandou antes!!!!”…. Concordei. Recebi o relatório dele e quase tive um acesso de fúria. O relatório dele dizia que eu havia feito o pouso errado, o avião voou de novo, ele corrigiu me devolveu os comandos e eu perdi o controle do avião no solo…..Ou seja, o culpado era eu!!! EU? EUUU!!!??? Como assim!!!???.
Foi um chute no saco!!!! Aquilo foi a maior prova de que eu estava errado em meus conceitos sobre aquela instituição. Fiz um relatório igual ao dele , mandei por fax e o assunto acabou por aí.
Nos dias seguintes quando encontrava com ele , não havia papo, ele desconversava. A diretoria do aeroclube fez de conta que nada havia acontecido. Foi assim por umas duas semanas. Um dia passei na secretaria do aeroclube e o atendente perguntou como eu estava. Respondi que eu estava bem, apesar de não voar há duas semanas depois do incidente. A frase dele em resposta foi: “- É, depois daquela sua barbeiragem que nos custou caro você precisava descansar a cabeça pra não fazer besteira de novo!!!!! Só não desisti da instrução de PP naquele aeroclube porque eu era bolsista, e segundo o contrato, se eu desistisse teria que reembolsar a União pelas horas que eu havia voado.
Engoli a injustiça como se estivesse engolindo um gato arisco. Continuei voando com eles, chequei o PP e voltei naquele aeroclube apenas para ver alguns amigos.
No fim das contas, apesar dos pesares deste vôo, aprendi muito… foi uma grande lição em termos de confiança, de tomada de decisões, de consciência situacional e de postura diante dos problemas. Afinal se isso acontecesse hoje, eu reagiria muito diferente. Este incidente poderia ter se tornado um grave acidente. Assim, posso dizer seguramente que muitas vezes as dificuldades podem nos levar a desistência de um sonho ou de um objetivo e eu quase desisti. Entretanto, deveria ter batido de frente com o aeroclube, deveria ter levado esta situação até os limites das decisões que seriam tomadas pela ANAC. Tenho certeza que eu seria defendido pela Agência Nacional de Aviação Civil e em paralelo algumas mudanças seriam exigidas no aeroclube na prática da instrução de vôo visando o aumento da segurança.
Então, posso dizer a você que pretende iniciar a instrução de vôo ou que já é aluno piloto, que escolha os instrutores que são mais elogiados por outros alunos. Escolha instrutores experientes. Dê preferência aos aeroclubes que possuem um bom histórico na formação de pilotos. E acima de tudo, tenha em mente que situações de risco devem ser evitadas ao máximo, e caso você se encontre em uma situação de risco, tome atitudes que estão prescritas nos regulamentos e nos manuais de vôo. Uma simples glissada ou arremetida poderia ter nos livrado daquele incidente. E claro, ter postura diante das situações, afinal, eu percebia em tempo real os erros e não relatava ao instrutor. O certo seria enfatizar de forma clara os erros e sugerir as correções necessárias antes que a coisa se tornasse pior. Atitudes assim são previstas e ensinadas nos cursos de CRM, mas a minha pouca experiência não me permitiu agir de forma melhor.
Bom pra finalizar, espero que o relato acima sirva de exemplo para muitos, do que fazer e do que não fazer em instrução. Espero estar colaborando com muitas pessoas ajudando a não repetir os mesmos erros.
Bom é isso, hehehhe… grande abraço a todos e bons vôos!!!!!

7 Mitos e Verdades Sobre Quedas de Aviões.

Celular pode derrubar aeronaves? Turbulências podem quebrar as asas de um avião? Saiba mais sobre essas e outras dúvidas relacionadas aos desastres aéreos.

Muita gente tem medo de voar. Algumas são até famosas, como é o caso de Jennifer Aniston, David Bowie, Britney Spears e Lars von Trier. Até mesmo o escritor de ficção científica Isaac Asimov sofria desse mal.

Mas a verdade é que, apesar de acidentes aéreos serem trágicos e de ganharem muito destaque nas páginas dos jornais, eles não são tão fáceis de acontecer. Arnold Barnett, um professor de 60 anos do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), chegou à conclusão de que as chances de uma pessoa morrer durante um voo é de uma em 90 milhões. Isso quer dizer que você pode voar pelos próximos 250 mil anos sem sofrer um acidente.

Mas se essa estimativa ainda não convenceu, confira a lista que preparamos com mitos e verdades sobre quedas de avião.

1. Turbulência pode derrubar o avião

Foto: JOÃO MARQUES LUIZ NETO

Não há como negar que turbulências podem ser muito assustadoras. Afinal, a cerca de 10 mil metros de altura, a última coisa que gostaríamos que acontecesse é sentir aqueles chacoalhões violentos, que dão a impressão de que a aeronave se espatifará em breve.

Mas não há o que temer. Quando passar por isso, por mais assustadora que seja a turbulência, tenha em mente que elas dificilmente causam acidentes aéreos. Na verdade, é praticamente impossível que apenas a turbulência seja capaz de derrubar a aeronave.

Também não há razão para se preocupar com a integridade das asas do avião. Ao contrário do que muita gente acredita, essas asas são fabricadas para enfrentar forças muito maiores do que as das turbulências encaradas pelos pilotos.

Obviamente, a situação também não é para desleixo. Em caso de turbulência, lembre-se de permanecer sentado e, com isso, evitar tombos e ferimentos dentro da aeronave.

2. Celular pode causar acidente aéreo

Este é mito comum e muita gente já deve ter ouvido que usar o celular durante o voo pode causar interferências nos equipamentos de navegação presentes na cabine do avião. Em teoria, isso pode mesmo acontecer. Porém, de acordo com testes feitos até o momento, as possibilidades de um acidente causado pelo celular de um passageiro são quase nulas.

O assunto já foi tema até mesmo do programa Caçadores de Mitos, do Discovery Chanel. Durante os testes com diversos equipamentos e frequências, nenhuma interferência foi percebida na cabine. Ou seja, mito detonado.

Porém, como temos lançamentos de aparelhos novos a cada mês e testar um a um seria muito caro, acaba-se por proibir o uso. Além disso, as agências reguladoras tendem a banir tudo o que pode aumentar o risco de acidentes. E como, em teoria, uma interferência pode ocorrer, acaba sendo mais seguro (e barato) manter a proibição.

Entretanto, o mundo já vem percebendo mudanças. Companhias como Emirates Airlines, AeroMobile, OnAir e outras já permitem o uso de celulares. No Brasil, a TAM também possibilita a utilização de celulares e modems 3G durante os voos.

3. Não abra esta porta!

De vez em quando, vemos nos principais jornais alguns casos de passageiros desesperados que tentam abrir a porta da aeronave durante o voo. Há pânico, histeria e muitos gritos, mas a porta não abre. E isso se deve à forma como a porta da aeronave é construída.

Para começar, depois de fechada, a porta possui extremidades maiores do que a abertura, o que torna mais difícil alguém abri-la por acidente ou com pouco esforço. Além disso, assim que a aeronave começa a taxiar, a pressurização dentro da cabine sela a porta fechada e a torna ainda mais difícil de ser aberta.

Obviamente, isso não significa que ela não abrirá em hipótese alguma. Em 1989, por exemplo, nove passageiros foram sugados para fora de um voo sobre o Pacífico por causa de um defeito no mecanismo elétrico de trava da porta, que se abriu em pleno voo. Desde então, esse mecanismo foi reformulado. Mas, no geral, pode ficar tranquilo: as chances de a porta se abrir são praticamente nulas.

4. E se o avião for atingido por um raio?

Tecnicamente, um raio pode, sim, derrubar um avião. Mas as chances disso acontecer são extremamente raras. O último acidente desse tipo registrado foi em 1967, quando um raio causou a explosão do tanque de combustível e, desde então, as técnicas de proteção foram aperfeiçoadas.

A fuselagem de um avião funciona como uma gaiola de Faraday, protegendo não só os equipamentos eletrônicos no interior da aeronave, mas também a tripulação e os passageiros. Outro fator que deve tranquilizar o passageiro é a bateria de testes pela qual todo avião recém-construído passa, certificando sua proteção contra raios.

Em resumo: por mais que seja possível, é mais provável alguém ganhar na loteria do que ter o avião derrubado por um raio.

5. Acidentes aéreos são sempre fatais

Existem muitos sobreviventes de desastres aéreos que não deixam esse mito persistir. Além de acidentes desse tipo serem difíceis de acontecer, existe mais uma estatística a favor do passageiro: há 95,5% de chances de sobrevivência a uma queda de avião.

Uma pesquisa realizada pela National Transportation Safety Board analisou todos os acidentes ocorridos durante o período de 1983 a 2000. Das 53,4 mil pessoas envolvidas em desastres aéreos, 51,2 mil sobreviveram.

Por incrível que pareça, a maior ameaça em uma situação de perigo mora dentro de nós. Muitas vezes, por acreditarem que não é possível escapar de uma queda de avião, muitas pessoas desistem de tentar se salvar em situações de emergência.

6. Posição de queda ajuda?

Demonstração da posição de impacto (Fonte da imagem: Wikipedia)

Em pousos emergenciais, seja em terra ou m água, o passageiro deve adotar a posição de queda (ou de impacto), conhecida em inglês como brace position. E é claro que existem alguns mitos relacionados a esse procedimento.

Há quem diga que a posição serve apenas para conservar melhor a arcada dentária das vítimas, facilitando assim a identificação dos corpos após a queda. Outros conspiracionistas alegam que a brace position só tem utilidade para aumentar o risco de morte, o que pouparia empresas de seguro de pagarem tratamentos médicos caros e longos.

A posição de queda salvou vidas durante o pouso forçado no rio Hudson (Fonte da imagem: Wikipedia)

Mas a verdade é que a posição de impacto já salvou muitas vidas. E um dos casos mais recentes foi o do voo US Airways 1549, que fez um pouso forçado em pleno rio Hudson, em Manhattan. Na ocasião, todos respeitaram a posição de queda e as 155 pessoas a bordo sobreviveram sem ferimentos graves.

7. Triângulo das Bermudas

O Triângulo das Bermudas é uma área com mais de 1 milhão de km² situada no Oceano Atlântico, entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Lauderdale e as Bahamas. Essa região se tornou popular depois dos desaparecimentos de aviões, navios e barcos de passeio. Há quem diga que esses “sumiços” são frutos do trabalho de extraterrestres, monstros marinhos, redemoinhos mortais e outros fenômenos inexplicáveis.

Porém, há uma causa bastante concreta e que quase ninguém cita: mares tropicais com péssimas condições climáticas. Essa é provavelmente a resposta por trás desses desaparecimentos. E se levarmos em conta as estatísticas, não há evidências de que sumam mais embarcações e aviões nos Triângulo das Bermudas do que em outras regiões.

E se você, leitor ou leitora, faz parte daqueles que têm medo de voar, tente se lembrar de todos esses mitos ao embarcar. Apesar de o medo não ser racional em muitas ocasiões, pode ser que essas informações possam acalmar os mais nervosos durante o voo.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br

Passaredo Vai Operar em Cascavel.


A Passaredo Linhas Aéreas inicia suas operações na cidade de Cascavel PR, a partir de 12 de março.
Os novos voos, que serão operados por jatos Embraer ERJ 145, partirão de segunda a sábado de Cascavel com destino à capital paranaense às 06h12 com chegada às 07h12. Já de Curitiba para Cascavel a ligação acontece de domingo a sexta-feira com saída às 21h22 e chegada às 22h20.
Além de Curitiba, existirão voos também para mais 18 municípios a partir de Cascavel, como: Alta Floresta, Araguaína, Belém, Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, Ji-Paraná, Juazeiro do Norte, Palmas, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rondonópolis, Salvador, São Paulo, Sinop, Uberlândia e Vitória da Conquista.
As passagens já estão a venda pelo site da Passaredo Linhas Aéreas ou com os agentes de viagem.

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